O Surto Mateus levava sua namorada Nancy, embriagada para casa e aos soluços, tinha aberto um leque as represálias que convivia na alma ele se identificava profundamente, desigualdade social, domínio nas esferas informativa, a fome, e ela aos tropeços olha para seu amante, com um olhar faminto de sexo, o que o faz ter um sobressalto não me aproveitaria de você inebriada, chega na casa dela deixa na cama e fica de vigília ao seu lado, seis horas depois ela acorda e lá está ele ao seu lado. - O que aconteceu ontem? - Várias coisas, mas em resumo foi só um porre, algo normal, não tanto para você. - Só lembro de ter chegado na casa de Danille. - Não force, tente descansar, vou comprar uma água de coco, irá se sentir melhor. Ao caminho do ambulante, encontra Jonas Sampaio, em seu carro que espirra status. - Eai doido, fala isso ao para o carro do lado. - Colé Jonas. - Entra aí, vamos dar uma volta um rolé, tô descendo pro litoral, diz isso acendendo um baseado. – Ta rolando um rock frenético na casa de Gustavo. - Cara eu vou, mas tenho que fazer algo antes. Compro a água de coco e deixo na geladeira de Nancy dizendo que ia me ausentar por uma horas. Antes de pegarmos a estrada para o litoral, passamos na casa das gêmeas Torres, ao entrar na estrada coloca umas músicas de The Doors, abrindo uma garrafa de absinto e vários baseado na sequência, quando chego na cidade litorânea, me encontro totalmente em alfa, nesse viés da mente ocorre um arrependimento, deveria ter ficado ao lado de Nancy, quando chegamos na casa de Gustavo, tinha em torno umas quarenta pessoas, todos rindo euforicamente, mulheres com o corpo acima da cintura despidos, é quando em um canto da garagem encontro uma mina toda encolhida, penso estar tendo uma bad trip, vou ao seu encontro para tirar ela daquele turbilhão. Toco em seu ombro e ela olha pra mim. - Não deixe esse astral te devorar. - No, no es una locura, es normal, es el comienzo del viaje de peyote. Em um espanhol misturado com português, minha alma se levanta, a palavra se repete em meu ser PEYOTE. - Peyote? - Sí, mezclado con divina viaje de setas. - Que tal irmos para praia? - No sé. - O contato com o mar te deixará melhor. - si es así. - Tem como me conseguir um pouco do chá? - Si, pega sua bolsa ao seu lado e tira um líquido em uma garrafa. Lembro que no meio do caminho quando estava vindo no carro, uma das gêmeas me deu quatro quadrados de ácido, ao caminharmos até a praia a moça me abraça pelo ombro e reclina a cabeça, é quando dou dois LSD a ela, que em instante coloca os dois debaixo da língua, faço a mesma coisa de forma inconsequente, ao chegar na praia a lua estava nascendo, lua cheia. - Muy bello, fala isso oferecendo o chá. Dou umas goladas voras. - Tómelo con calma. Bebo mais um pouco. A sensação de espaço-temporal havia se rompido de forma tecnocolor, vejo a mulher que descobrira que foste mexicana, em ondulações todo o seu corpo, é quando nossos lábio se encostam, como se fossemos o único habitante do planeta, nos entregamos as balbúridas da carne de forma calorosa, nossos corpo se descobrem um ao outro, em um momento coloco uma mexa de seus cabelos atrás da orelha, e olho para lua, fico paralisado, é quando uma mão se desabrocha da lua abrindo a mão e ligando cinco linhas amarradas aos cinco dedos da mão misteriosa, que se interliga aos meus membros, esqueletos começam a se levantar da areia, se desenterrando, um batalhão do exercito aparece na praia, um soldado entre um relatório da missão em minhas mãos, que diz, encontre os russos e diga, -Aba, Pai, desesperadamente saio correndo a cidade, adentro o município totalmente pelado, a cidade totalmente em chamas é quando sinto uma linha rompendo entre as conexões minha e da lua, é a linha da minha cabeça, Nancy e Amélia, são arrebatadas ou abduzidas, deito na grama da praça e começo rolar da esquerda pra direita, da direita pra esquerda, como se esse movimento não tivesse fim, a grama vira espinhos e começo a grita, vejo um poça de sangue ao meu redor, mergulho em um mar vermelho, ao chegar no fundo, tudo se acaba, uma escuridão satânica me encobre e perco todos os poucos sentidos que me resta.Não sei quanto tempo se passa. Acordo em um quarto com as paredes brancas em cima de uma cama e leio o lençol que me cobria clinica psiquiátrica vida bela. Parte II Os bastidores A rotina a correria da metrópole, um jurista decretando o seu parecer, um dia ensolarado, pássaros fazendo seus cânticos na sombra das árvores, o vai e vém das pessoas, um dia normal se não fosse pelos dilemas pessoais que nos faz ficarmos em estado de latência as demais atitudes, em clima pré-eleitoral as formas ideológicas se concretizando, isolado de clima urbano, em uma fazenda onde o coronelismo impera, reunido a nata que manipula o movimento político, um grupo esquematizava quem seria os candidatos a prefeito e vereador, a troca de favores se consagrava por capital público, o apoio dos senhores das terras e os comerciantes, todos no cenário atrás da cortina, movimentando as peças dos tabuleiros dessa façanha e a fogueira se acende lacrando o selo de fidelidade ao trato que ali fora decidido, a carga do narcotráfico chegava, abastecendo a região, os viciados trocando sua vida por mais uma dose, os faladores a custa das intrigas, as infiéis em quatro parede dando seu grito de gozo, e a rotina sendo normal, o circo fora armado e o que restava aos desinformados e a complacência nesse túnel, de única via, a clemência divina em lágrimas pelo ímpeto tempestuoso que se formava as chamas da fogueira não cessava, pois estava se alimenta da ignorância da população. Clamor, nas rodas da praça a pauta religiosa se ilumina, a consoante singular presidia, nas masmorra das atrocidades, essa sede por riqueza alimenta os homens cometendo atos impensáveis, no brilho dessa meditação, tudo se diz estar normal. Um nome que iria as urnas sem a aprovação dos senhores da decisão, este nome era Alís, um jovem de família milionária, seu carisma e afeto aos desvarido de amparo social, repercutia nas demais esferas, em seus relatos defendia desarmar a arapuca eleitoreira, que se passava, precavidos com atenção Rodrigo o chefe do tráfico de drogas se pôs em alerta com aquele revolucionário de fraudas, alertando as pessoas que defendiam a rota daquela cidade para o tráfico internacional, sem saber como aquela arapuca funcionava, ele se encaminha perfeitamente para o silêncio, os corruptos com medo de perder as tetas de dinheiro, analisaram a situação friamente que faziam cair em gargalhadas. –Ingênuo. Clério, pedia a Deus com fervor que acontecesse mudanças no cotidiano sujo daqueles que não sabiam da profundidade dos acontecimentos, repetia insistentemente na palavra justiça, Júnior organizava um movimento anárquico nas proximidades das zonas de votação, e um amor se mostrará benfeito surgia para esquecer uma profecia que estava dormente a anos em suas emoções, pensando que não era a vontade divina, e um galanteador se divertia com as meretrizes que a vida oferecia. Sentimentos corriqueiros: O desejo da mudança inato no ser humano, em alguns casos a auto-iluminação, o exílio interior, as persistência experimentais da alma o movimento que irá de trazer a felicidade, as certezas das congratulações ao esmo, em ritmo de futuras declarações positivista, esse eremita em seu interior com o clarão da luz que irá trazer fortes emancipações ao ser, o homem em instinto de selvageria persuadi a espécie consciente, julga aos santos aquele sorriso com porte de elegância, estende a mão ao adversário nesse marasmo, a fome, a desigualdade, coroa a pré-existência derradeira da promiscuidade e arcamos com desejos rancorosos, esse tempo celibatário, aquece o envolvimento do manifesto, a comuna, eis a representação utópica, entre uma carta e outra, em nosso leito de servilidade, possibilitamos que o novo aconteça, e os fatos incrusta, o meio se empancinam , a mudança alegra, aquela criatura que em seu anseio por um sentimento puro e esbelto, esbarra nos mitos do passo, não mais idealizados, aquela paixão fulminante aceita o adeus, isolamos da verdadeira presença entre os laços, agora a inspiração apodisíaca está em neutralidade, aquela surpreendentemente estava do outro lado no anonimato demonstra aqueles sentimentos alvoraçados e calorosos, diferente da frieza do abandono, a perseguição em seus rastros que se resumia em dor, o amanhã surge com a esperança que o cárcere emocional foste rompido, o novo está a nossa porta. A evidência de sonharmos em dupla, erguer aqueles projetos se faz encorajador, aquele suspiro por desejo de outro enquanto nos abraçávamos desaparece igualmente, a um ciclo que se fecha, a iniciar tal jornada vai contigo o mofo, acenamos a despedida, o desdém que ofereceu, esfriou as paixões, agora nesse escuro que encontro, surge a modificação as excludentes de sua vida atina, e desatina o embaraço em que encontrava, de dando prevalecer a lei universal do amor, a caverna que entraste fora para clamar a existência Superior, para mostrar a verdadeira emoção, trilho por um novo caminho, o que encontrarei é uma incógnita, mas a moldura sua desapareceste, continuo caminhando, em sobriedade, me conheceste ébrio, tocaste meu interior, mas estúpido orgulho, desmoronou, tenho que seguir isso que chamam de vida, a você desejo toda a felicidade que a vida e o mundo tem a oferecer, tal cículo de fogo me protege, aquela mão de receptividade, fez nascer algo que estava estagnado, a loucura, os delírios, as alucinações, conviverei em plenitude aos cuidados da saúde mental, e este termo bio-psico-social-espiritual abrange dois mundo que se rompe um cheio de energia, calor, tu desististe, pelo afastamento, então venha o novo, apareça as mudanças, que desvario sentimentalmente , se tornaste uma fortaleza, o barulho mental silenciaste, reservo recônditas palavras aos portadores de tais compreensões.
Vc arrasouu!!!
5d
0vou começar ler
18d
0muito bom!!!!
16/04
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