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Capítulo 6 A Mensagem para Hariel

Eles mais do que nunca queria um corpo estirado no chão e morto, a sociedade que o perseguia nas ondas transmissíveis eletromagnética que possuía ele como agente ativo, também queriam morto mais do que nunca, todos ao seu redor o queria morto, acenavam, sorriam, mas eram verdadeiros hipócritas aqueles que o rondeavam.
Forças malignas estavam mais próximas do que nunca, não saberia como deter, em sua mente onde habitava uma leveza, não sentia-se dividido em três camadas, consciente, inconsciente e subconsciente, ele sentia três camadas, mas de nomenclaturas e com funções diferentes para Hariel, era a mente carnal, espiritual e celestial, três campos totalmente diferentes para situações que estava a viver, havia tempo que não sentia aquela miscelânea de pensamentos e sentimentos, o barulho da mente estava retornando, juntamente com angústias e tristezas, não era o veneno do próximo, pois esse não surgia efeito, sabia mais do que ninguém, que um ser de uma energia totalmente carregada e pesada estava o rodeando e os demais, sempre se sentiu perseguido socialmente, poderia ser paranoia, mas suas ideias loucas se tornaram realidade, então o discurso científico caiu ao chão, não tinha mais garantia.
Eram palavras lançadas, captadas, quiçá de outrora advinda do futuro, ou senso intuitivo, as palavras que por oram eram disparadas por amor, mesmo na camada de interesses, eram veiculadas com a certeza e muita das vezes terceiros, também amigos, alegavam a veracidade das palavras que foram lançadas com tom profético.
Sempre adentrou em um campo abstrato, cósmico, o que não passavam, de oscilação de humor, delírios, alucinações, ideias persecutórias, os que estavam próximo a ele, mesmo assim torciam pela sua morte, pai e mãe, perguntava – Como esse menino pode ser tão genial? O invejavam, não ia matar sua prole em uma alusão Abraão de tanto desejar a derrota dele, fora derrotado, ele ainda não sabia das leis de retorno, ou até mesmo causa e toda força do pensar que poderia atrair e manifestar para realidade, mesmo tento inúmeras vertentes que não controlamos, eram simples por demais as interpretações, já se sentia sem ninguém ao seu redor, quando aparece Leila, em um bar, onde ele tomava uma cerveja e fumava um cigarro de filtro vermelho.
- Estranho, apesar de ser conhecida como cidade da Luz, ninguém tem mais luz do que você. Falou isso rindo perguntando.
- Qual é o seu nome?
Em sua mente veio o nome Hariel.
Mas completou com um – Bernardo.
Essa miscelânea de sentimentos o incomodava severamente, no momento ao qual deveria estar mais sóbrio perante os que estavam ao seu lado percebeu-se confuso, os turbilhões de pensamentos estavam voltando e se fosse seguir a risca a palavra correta saberia corretamente com quem ele retornariam as incertezas, ele teria que lidar com que sentia, alimentou mal durante o meio-dia, já não sentia alimento nas comidas industrializadas.
- Irei me retirar por um tempo. Falou Hariel.
- Mas precisamos tanto de você. Quase em lágrimas completou Aline.
- Não estou bem, retornarei quando estiver melhor. Findou.
Os amigos ainda tentaram perguntar qual o aparente motivo de suas inquietações, na verdade todos estavam sentido aquela incerteza, a energia de Lúcifer começou contagiando o grupo, principalmente Hariel.
Fechou a porta do apartamento sem trancar, ouviu em seu íntimo.
- Você buscou o auto conhecimento, encontrou Deus.
A voz continuou.
- Hoje tu regressas para a carne, a tempo vivia na superfície espiritual oscilando até a celestial e será assim até findar os dias.
Ele caminhava com aquela voz na mente, deveria ir em um consultório psiquiátrico? Ser internado, diagnosticado como esquizofrênico, um aproveitar deixar o apodrecer em uma hospício, não seria fraco o bastante para entregar de mãos beijadas ao fruto que conhece o bem e o mal, o fruto devorado por Eva, o fruto que possuía a ciência.
Comprou umas três carteiras de cigarros, lembrou de uma visita nos estudos kardecistas, sobre espíritos zombeteiros, que se aproveitam na energia emanada quando estávamos narcotizados, espíritos que não se libertaram estão na alma, alimentando seus vícios, alguns poderiam até chamar de vício fumar, mas tínhamos coisas piores que eram caladas pela sociedade, o louvor as pessoas famosas, que possuem capital, os faladores, conversadores, os ninfomaníacos, a sociedade estava completamente errada, talvez essa seja o caminho que ele optou quando desceu a Terra, desvincular virtudes prejudiciais na humanidade desde então enraizadas, por um instante ao pensar nisso, concluiu que também já tinha aceitado aquela batalha previamente, antes mesmo do universo ser criado e que estaria em um labirinto de prédios onde virava a esquerda, caminhava reto, caminhava mais um pouco virava a direita, alguns desapercebidos ou no frenesi cosmopolita passou por eles uma figura despercebida, mas um mendigo levantou um xícara com algumas moedas e disse:
- O Anjo irá virar Arcanjo, irá despertar o terceiro par de Asas. Falou.
Como sempre Hariel era gentio, com as prostitutas, drogados, mendigos, foram com essas pessoas que Cristo andava, ele não esteve entre a elite se fartando de longos banquetes, ia dar uma das carteiras de cigarro ao senhor, quando olhou novamente, tinha sumido e nem perguntou se o tal que encontrava livre socialmente mas necessitado financeiramente, queria fumar, já estava próximo ao Ateliê, onde ele misturava algumas cores em um quadro branco, rabiscava, fazia por diversão, por abstração, não gostaria de ser vendido ou vislumbrados em exposições em museus afora, tudo que continha nesse pequeno cubículo era um banheiro, com sanitário, chuveiro, pia, quadros e mais quadros e tintas e um colchão de casal, deitou naquele colchão, pensou em acender um cigarro e veio retornando os pensamentos os espíritos involuídos que aproveitam do nosso plasma, a conquista de um par de asas tal qual a evolução kardecista, não quis admitir, mais concluiu – Faz sentido.
Ele começou prestar atenção no que já havia pintando nos quadros, em todos apareciam a imagem de Leila, companheira que entendia seu discurso as vezes desprovidos de razão mas não sem sentido, era a imagem da mulher que a idealizou por tempos, era a mulher que Deus permitiu que estivesse ao seu lado, em uma época sombria quando afundou no alcoolismo, o amarelo do cabelo de Leila, era misturada com o negro juntamente com monstros, feras, anjos descendo aos céus, uma batalha em um céu rosado, onde só existiam dois lados o sombrio e o da luz, por mais que evoluíssemos como pessoas e como espírito, um dia essa evolução toda chegaria ao fim, talvez não fosse o Juízo Final, mas os seres de luzes entrariam em combate com o das trevas, ao rasgar o manto dos céus, era isso que seus quadros diziam, era isso que ele estava vivenciando com todo o calor na pele, vozes vinham em forma de melodia, mas por sua vez, já não era uma melodia sombria, pareciam as trombetas angelicais, desmaiou sobre o colchão.
“[...] Por mais que a sociedade procure caminhar por caminhos eretos, que o faça bem, mesmo propagando sua hipocrisia, sendo máquinas repetidoras de informações nos tratados das academias, contemplo os céus, como contemplo o corpo de uma mulher despida, és a perfeição total de Deus, em todos os locais vejo Deus, inclusive dentro de mim, em uma voz em minhas emoções, em uma voz em minha consciência, me preparando a cada momento para uma batalha, retirei por algum tempo, para pôr os pensamentos em ordens, a sociedade sem dinheiro está, ninguém, exceto minha pessoa, acredito ser um mistério, ou o mau não prevaleceu perante o bem, como dizem nunca prevalecem, um frenesia tomou conta da sociedade, eles não lembram de forma alguma que se tornaram inertes, totalmente controlados por uma onda de rádio advinda de algum lugar da Terra, fazendo louvar a Satanás, o que restara foram os respaldo de uma sociedade fragilizada, documentos com o mesmo sintoma de amnésia temporária e social e mais medicações são prescritas para fomentar a indústria farmacêutica, não precisamos da ciência desse momento, claro, ela salva muitas vidas, o conhecimento, mas o homem é corruptível mesmo que profissionalmente e com um dizer ético em seus jalecos eles propagam atitudes abomináveis, condenam pessoas que viveriam em seus subúrbios, com o café o cigarro para o resto da vida, mas o trancam em uma clínica, só dão alimento, motivo disso uma renda farda em seu nome, isso quando não existe uma enorme aposta em nossos nomes, frutos das perseguições das ondas eletromagnéticas nos induzindo a loucura, pela qual as emissoras tentam controlar [...]
Concluiu em breves palavras, suscinta primordiais todo aquele pensamento, iria transformar em quadro, quando sentira o terceiro par de asas sendo despertados, o primeiro par cobria os rostos, o segundo estava aberto e o terceiro cobriam as pernas, retornando ao que mendigo havia dito, está com dois pares de asas despertando ao próximo de acordo com a guerra de acordo com a batalha que deverá ser travada em breve com as forças demoníacas.
Orou por Leila, sim silêncio em seu ateliê, como manda o ensinamento bíblico.
“Senhor conceda que a mulher que amo, saia sem sequelas e que não seja atingida por essa enxurrada de energia maléfica que está pairando sobre o planeta Terra, Deus seja complacente com o amor da minha vida, resguarde de todos e possíveis maus que venham acontecer a ele, Assim te Peço, Que assim Seja.”

Comentário do Livro (3299)

  • avatar
    Anderson Costa

    bom

    15d

      0
  • avatar
    clara

    bom

    24/03

      0
  • avatar
    Beenotii

    uito hok

    21/02

      0
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